Líder da rede da imigração ilegal está detido em Luanda

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Líder da rede da imigração ilegal está detido em Luanda
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Hamedo Jaraman, de nacionalidade palestiniana, que liderava uma rede de facilitação de entrada ilegal de estrangeiros em Angola, está detido em Luanda, conjuntamente com todos os seus colaboradores, que aguardam julgamento, confirmou ao País o director nacinoal do SME.

“Vou começar por fazer referência ao cidadão palestiniano. Há uma informação que tem sido veiculada por algumas redes sociais e retomadas por alguns órgãos de comunicação social. Eu quero confirmar que é real essa informação”.

“Este indivíduo e todas as partes envolvidas estão sob a atenção dos Serviços de Inteligência e Segurança do Estado (SINSE), estamos a cooperar e no momento certo iremos comunicar através da imprensa, a toda a sociedade, sobre o que está a acontecer”.

De acordo com Freitas Neto, Hamedo Jaraman e os membros da sua rede, que incluía antigos funcionários do SME e alguns cidadãos libaneses, egípcios e palestinianos, serão punidos, de acordo com o regime jurídico vigente na República de Angola, na medida em que a promoção e auxílio à imigração ilegal é crime.

“Um dos pressupostos para habilitar-se a uma autorização de entrada é o cumprimento escrupuloso das leis angolanas, porém queremos assegurar que os órgãos competentes estão a trabalhar para o apuramento dos factos”, disse.

Neste momento decorre uma investigação séria para a conclusão dos factos desta grave infracção, devendo o SME, como órgão de especialidade, aplicar a lei à luz dos resultados que daí advirem. “Vamos esperar, o nosso compromisso é a manutenção da legalidade”.

Questionado sobre os montantes que a rede terá desfalcado ao país com essa acção criminosa, Freitas Neto não falou em números, mas adiantou que quando forem divulgados os resultados, todos saberemos com certeza o quanto o país foi prejudicado.

“Penso que quem assim age não contribui em nada para o bem-estar do nosso povo. Cria instabilidade, promove a fuga ao fisco e vende uma imagem irreal do país”, observou.

Hamedo Jaraman tinha montado o escritório da sua rede no bairro do Cassenda, em Luanda, e era visto como o “salvador” dos cidadãos estrangeiros em situação ilegal em Angola. Era a partir dali que se forjavam os documentos para a emissão de vistos, cartões de residências e outra papelada, em conluio com funcionários seniores do SME.

Para se obter, por exemplo, um cartão de estrangeiro residente ou um visto de trabalho, chegavam a desembolsar cerca de dezasseis mil dólares americanos.

Fazem parte da rede de Hamedo Jaraman, Khaled Alex, de nacionalidade egípcia e Salah Saleh, de nacionalidade libanesa. Os três estão também ligados a um cidadão libanês, Kamar Hamouche, que foi expulso de Angola por tentativa de introdução ilegal de conterrâneos.

Posto no Líbano, Kamar Hamouche criou um escritório, a partir do qual recebe os processos de cidadãos estrangeiros residentes em Angola para a emissão de vistos de trabalho e de permanência.

Com o apoio de Ali Hamouche, seu irmão, terão entrado a maior parte dos cidadãos que se deslocam ao país sob pretexto de investimento estrangeiro, com processos encaminhados para a Agência Nacional de Investimento Privado (ANIP).

Da constituição à legalização “ilícita” dos processos, o cidadão interessado pagava nove mil e trezentos e setenta e cinco dólares americanos.




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